MacBook

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

10/08/2010

Reportagem Revista MAC+ Edição 43


Branco total radiante

escrito por Sérgio Miranda em 10 de dezembro de 2009
Fotos de Marcello Garcia
Em outubro, a Apple deu uma geral em sua linha de computadores de mesa (iMac e Mac mini) e aproveitou o embalo para também unificar seus portáteis, completando a transição do modo de fabricação usando uma peça única (unibody, como ficou conhecido), que chegou finalmente ao MacBook. Ele continua branco, não contém alumínio na parte externa, está mais brilhante e, para surpresa de muitos, está cada vez mais próximo da linha Pro de portáteis, à exceção do fato de o novo MacBook ter perdido, definitivamente, a porta FireWire.
Era inevitável que a Apple usasse o mesmo processo de manufatura dos MBP no novo MacBook, mas ninguém poderia supor como isso poderia ser feito. Alguns analistas imaginaram que a era do plástico branco na Apple estava com seus dias contados. Em parte, eles acertaram. O MacBook que foi apresentado em outubro usa policarbonato emborrachado vez do antigo plástico, o que o tornou um pouco mais ecologicamente correto, embora ainda longe do alumínio totalmente reciclável de seus irmãos mais velhos.
O novo MacBook foi vendido no Brasil primeiramente pela MyStore, APR que tem lojas em São Paulo e Campinas. Foi na revenda do Shopping Ibirapuera que pudemos testar e fotografar o notebook, e gostaríamos de agradecer a todos da MyStore pela ajuda e por liberar o pequeno notável para os testes.

Corpo com curvas

A principal mudança estética do novo MacBook está nos cantos, agora arredondados, que o deixa mais parecido com a linha Pro. As novas curvas tornaram o portátil ainda mais atraente, mais fácil de pegar e de colocar dentro da mochila. O material da carcaça, policarbonato emborrachado, evita que o notebook fique escorregando pela mesa.
Quem imaginava que o MacBook não teria nada de alumínio (o material preferido da Apple nos últimos anos) enganou-se. Por dentro, o MacBook possui uma estrutura de metal, que o deixa mais sólido, resultando em um produto mais resistente. Vamos esperar que todas essas mudanças acabem com o problema do tampo no qual fica o teclado (também chamado de topcase), que racha por causa dos ímãs que fecham o MacBook – um erro de projeto que a Apple cisma em não reconhecer e que já deixou insatisfeitos inúmeros usuários ao redor do mundo.
O trackpad, como o de todos os outros MacBooks Pro, é de vidro, sem botão aparente, e aceita gestos de até quatro dedos. O teclado é o mesmo que os usuários (e principalmente a Apple) aprenderam a amar, com suas teclas suaves para uma digitação agradável. Outras mudanças sutis ficam por conta da iSight, que é circular em vez de quadrada, como nos outros produtos.

Internamente melhor
A diferença entre o MacBook e a linha Pro está cada vez menor. Não acredita? Veja só as especificações do novo modelo e o MBP de entrada (também com 13 polegadas). Os dois têm um processador Core 2 Duo de 2,26 GHz com memória cache L2 de 3 MB e barramento frontal de 1066 MHz e 2 GB de memória RAM. Outro ponto de igualdade é o monitor com retroalimentação LED, que elimina o problema de distorção em alguns ângulos, além do mesmo nível de contraste. A diferença entre os dois é que o MBP tem um alcance de cor (color gamut) 60% maior.
Conseguiram perceber que, tirando o corpo de alumínio, os dois MacBooks são muito parecidos? As pequenas discrepâncias nos testes de benchmark entre os dois caem na margem de erro, já que a primeira, quando testamos, foi ainda com o Leopard, e não com o Snow Leopard, que já vem pré-instalado no novo MacBook.
Uma das novidades internas que o MacBook recebeu é a nova bateria, selada, que a Apple afirma aguentar até sete horas ininterruptas, sem precisar de recarga. Não pudemos testar o limite da bateria, infelizmente, mas em diversos sites especializados o que se pode verificar é que a nova bateria dura bem em condições normais de uso (internet, assistir a um filme e edição de documentos).
A nova bateria agora é de 60 watts hora, em vez dos 55 watts hora do modelo anterior, o que ajuda a explicar seu tempo maior de vida. O fato de ela estar presa dentro da carcaça unibody faz com que seja muito mais eficiente. O problema é que ficou mais complicado trocá-la quando for necessário (apesar de render mais e ser muito mais moderna que todas as suas antecessoras, a bateria do novo MacBook, um dia, também irá drenar completamente e morrer, como qualquer outra). Ser obrigado a levar o MacBook para um centro de serviços autorizado é realmente um transtorno com que os usuários de notebooks da Apple não estavam acostumados.
Problemas
Seríamos um tanto levianos se viéssemos aqui dizer que o novo MacBook é perfeito. Não é. Algumas novidades poderão deixar os usuários nervosos a ponto de, como costuma dizer nosso colaborador Luciano Hagge, acreditar que a Apple não é mais a mesma.
A primeira grande grita que aconteceu logo no dia do lançamento foi a supressão total da porta FireWire. Criada pela própria Apple e sempre valorizada pela empresa por sua velocidade de transferência de dados, com o passar do tempo, foi caindo em desuso por fabricantes de acessórios e periféricos, principalmente câmeras de vídeo e HDs, que passaram a adotar o USB como padrão. Apesar de a atitude ter enfurecido os usuários, ela é coerente com o pensamento da Apple de que o usuário doméstico e os que estão migrando para a plataforma não sentirão falta do FireWire. Se é ou não um tiro no pé, só o futuro dirá.
Sem qualquer razão aparente, o novo MacBook ganhou uma área mais brilhante ao redor do teclado, igual à da tampa superior. Se por um lado ficou bem mais bonito para mostrar aos amigos, ela se tornou um pouco grudenta depois de alguns minutos com os pulsos apoiados ao redor do trackpad. Para piorar, essa área é facilmente submetida a riscos. Agora, em vez de arranhar apenas a tampa, é provável que a parte interna também seja danificada. É claro que isso não afeta o desempenho do MacBook, mas para os mais neuróticos, como eu, trata-se de um passo para trás.
Ah! Por que a Apple não colocou um slot para cartão SD no MacBook? Os iMacs têm, os MBP também. Bola fora da Apple, afinal, o MacBook também será utilizado por fotógrafos profissionais e ocasionais, que veriam com bons olhos a inclusão do leitor de cartão embutido.

Importando material


O MacBook é o Mac mais vendido da Apple. Muitas são as razões para isso. Em primeiro lugar, porque mobilidade é a palavra de ordem no mundo moderno. Todos os fabricantes de computadores tiveram um acréscimo de vendas nas linhas de notebooks, e com a Apple não foi diferente. E sendo o portátil mais barato, o MacBook acabou sendo privilegiado, considerado que foi um dos primeiros a ter um processador rápido, com vários recursos, como Bluetooth, Wi-Fi e iSight integrada, vindos de fábrica, deixando a concorrência para trás. É o computador certo na hora certa.
Por isso, as mudanças são muito mais do que bem-vindas. É claro que a linha que separa o modelo para o usuário doméstico daquele dirigido ao profissional ficou mais tênue, mas isso deve ser encarado com naturalidade. Logo, logo, os MBP serão atualizados, deixando o MacBook novamente para trás. Processadores i5 ou i7 na nova geração de MacBooks Pro? Não seria algo de se espantar.
O que vale mesmo é que, agora, se você está procurando por um Mac com um preço acessível (R$ 3 mil), processador de última linha, monitor LED e toda a mobilidade que um notebook representa, o MacBook branco é uma ótima pedida. Ainda mais que o MBP de 13 polegadas, com o mesmo processador e memória, é R$ 600 mais caro.

Sérgio Miranda agradece o pessoal da MyStore por permitir que ele e o fotógrafo Marcello Garcia pudessem passar alguns momentos com o novo MacBook.
Sérgio Miranda é o editor da revista MAC+ e usa produtos da Apple desde 1996.

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